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Como proteger saberes de povos indígenas e comunidades tradicionais no renascimento psicodélico?

Sexta-feira, 02 de setembro, 19h, no YouTube do Chacruna

Nessa sexta-feira, dia 02, o Chacruna Latinoamérica recebe a Dra. Maira Smith para refletir sobre como é possível proteger os saberes de povos indígenas e comunidades tradicionais em tempos de renascimento psicodélico.

Nessa aula pública e gratuita, vamos abordar o processo de reconhecimento, valorização e proteção de conhecimentos tradicionais de povos indígenas e comunidades locais associados aos recursos genéticos de plantas, animais, microorganismos e outros organismos no escopo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), instalada durante a Conferência Rio-92.

Nossa convidada fará uma análise do contexto geopolítico global, no qual passa-se a ter um interesse crescente por parte de empresas e instituições detentoras de biotecnologia localizadas no norte global no acesso e uso da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais associados, concentrados em países tropicais.

A partir da CDB, cria-se um espaço regulatório internacional que culmina com a elaboração do Protocolo de Nagoya sobre acesso e repartição de benefícios, o qual contou com papel relevante do Brasil, país que se destaca tanto por sua diversidade biológica, quanto por sua diversidade sociocultural e por ter uma legislação específica sobre o tema há mais de 20 anos.

A grande riqueza de conhecimentos tradicionais associados a plantas, animais e outros elementos do patrimônio genético brasileiro, entre os quais aqueles relacionados a plantas medicinais e psicodélicas é fruto da interface entre a diversidade cultural e biológica existente no país e são muitos os desafios de protege-la contra a apropriação indevida e de salvaguardá-la, para que possa ser valorizada e transmitida entre as gerações nos contextos culturais e territoriais próprios dos povos indígenas e de comunidades locais, guardiões desses saberes.

É dia 02, sexta-feira, às 19h do horário de Brasília.

Vem com a gente!

Beatriz Caiuby Labate (Bia Labate) é Doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Suas principais áreas de interesses são o estudo de substâncias psicoativas, políticas sobre drogas, xamanismo, ritual religião e justiça social. É Diretora Executiva do Instituto Chacruna de Plantas Psicodélicas Medicinais (http://chacruna.nethttps://chacruna-iri.org), em São Francisco, com a extensão internacional Chacruna Lationamérica (https://chacruna-la.org (http://chacruna.nethttps://chacruna-iri.org). É Especialista em Educação Pública e Cultura da Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (MAPS) e Professora Colaboradora do Programa de Psicologia Oriental-Ocidental do Instituto de Estudos Integrais da Califórnia (CIIS). Uma das fundadoras do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) no Brasil, é também editora de seu site (http://www.neip.info). Publicou como autora, coautora e/ou coeditora vinte e quatro livros, além de duas edições especiais de revistas acadêmicas e vários artigos indexados (https://bialabate.net/).

Maira Smith é concursada como Indigenista Especializada na Fundação Nacional do Índio (FUNAI) desde 2012, trabalhou como Coordenadora-Geral de Atos Normativos e Processos Decisórios do Departamento de Apoio ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (DCGen) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) entre 2017 e 2020. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo – USP (1997), mestrado em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA (2000) e doutorado pela Universidade de Brasília – UnB (2013). Tem experiência na área de etnobiologia, com ênfase em etnobotância, atuando também nos seguintes temas: etnoecologia, ecologia vegetal, ecologia molecular, genética de populações, genética vegetal. Além dessas áreas de cunho acadêmico, tem experiência em temáticas aplicadas como conservação da biodiversidade com foco no sistema de acesso ao patrimônio genético, proteção e acesso ao conhecimento tradicional associado e repartição de benefícios, gestão ambiental e territorial de terras indígenas, gestão integrada de áreas protegidas, entre outras.

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