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Etnobotânica da ayahuasca: mobilizando a diversidade para a sustentabilidade

9 de Octubre del 2021
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Educación pública sobre plantas psicoactivas, ahora en portugués y español.
Educação pública sobre plantas psicoativas agora em português e espanhol.

Dia 14/10, quinta-feira, às 18h30 (horário de Brasília). No canal do YouTube do Chacruna Institute.

Nessa alvorada do século XXI, há um crescimento gigantesco do uso da ayahuasca no mundo ocidental. Além de alcançar dezenas de países, a bebida está sendo consumida por celebridades e inserida na cultura mainstream do Norte global como um protagonista da Renascença Psicodélica

Entretanto, quando estamos falando sobre “ayahuasca,” sobre quais plantas exatamente nós estamos falando? Embora muito se fale sobre a ayahuasca, algumas vezes de forma bastante genérica e homogeneizante, praticamente não existem pesquisas sistemáticas sobre as próprias espécies das plantas que compõem a bebida.

Por muito tempo, cientistas sociais têm pontuado que, enquanto os botânicos consideravam o cipó da ayahuasca como uma única espécie, as comunidades tradicionais reconhecem muitas entidades distintas. Nas religiões ayahausqueiras brasileiras, como o Santo Daime e a União do Vegetal (UDV), por exemplo, os cipós e folhas vêm sendo classificados em diferentes grupos.

Vale notar, além disso, que a última revisão do gênero Banisteriopsis, do qual o cipó da ayahuasca faz parte, foi feita em 1982 pela pesquisadora norte americana Bronwen E. Gates, que nunca coletou o cipó na Amazônia. Nesse sentido, é urgente que pesquisadores e a comunidade científica se debruce sobre esse tema, valorizando também os conhecimentos e saberes tradicionais das populações responsáveis pela manutenção da diversidade genética dessas plantas e de uma classificação etnobotânica notável.

Ademais, o reconhecimento da diversidade de “tipos” ou da variação entre os cipós é mais importante do que pode parecer, tanto por recuperar a história e rotas de dispersão da espécie, como também para a possibilidade de conservação da(s) espécie(s).

Para conversar sobe essas e outras questões ligadas à etnobotânica da ayahuasca, com foco nas tradições do Santo Daime, o Chacruna Latinoamérica terá a honra de receber o pesquisador Ricardo Monteles, doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (UFAM) e docente na Universidade Federal do Maranhão.

Vem com a gente, navegar pela cosmobotânica da ayahuasca! É no canal do YouTube do Chacruna. Ative o lembrete!


Ricardo André Rocha Monteles Possui graduação em Biologia pela Universidade Federal do Maranhão (2005), mestrado em Agriculturas Amazônicas pela Universidade Federal do Pará (2009) e doutorado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (2020). Atualmente é docente na Universidade Federal do Maranhão (Colun/UFMA). Tem experiência em ensino de Biologia. Dedica-se à cosmobotânica da ayahuasca, com ênfase nos aspectos históricos, botânicos e etnotaxonômicos destas entidades vegetais amazônicas.

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