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Prática e pesquisa com iboga e ibogaína no Brasil

2 de Julio del 2021
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Educación pública sobre plantas psicoactivas, ahora en portugués y español.
Educação pública sobre plantas psicoativas agora em português e espanhol.

Quinta-feira, dia 15/07, às 18h (horário de Brasília), no canal do Chacruna no YouTube.

Nesse evento original e gratuito do Chacruna Latinoamérica, vamos debater sobre a prática e a pesquisa com iboga e ibogaína no Brasil.

Tabernanthe iboga, ou simplesmente iboga, é um arbusto encontrado na vegetação de alguns biomas das florestas tropicais africanas. Essa espécie tem significado primordial para diversas culturas, sendo uma parte integral da religião do Buiti, do Gabão, e também de ritos em outros países da África central.

A iboga possui vários alcalóides e substâncias psicoativas em sua composição, sendo a principal delas a ibogaína. A ibogaína chegou a ser usada pela medicina ocidental desde o início do século XX, e ganhou popularidade como estimulante para a performance esportiva, até que foi banida na década de 1960. Mais recentemente, as propriedades psicoativas da ibogaína tem sido louvadas como bastante efetivas para o controle do uso problemático de drogas, e estudos preclínicos e clínicos tem demonstrado resultados muito promissores para esse tipo de tratamento. Porém, ao contrário do que ocorre com os psicodélicos clássicos, o uso da ibogaína é mais arriscado, e doses muito altas ou o consumo por pessoas que possuem problemas cardíacos, por exemplo, podem levar à intercorrências, overdose, paralisia e até mesmo a morte.

Essa planta pode ser achada em vários países da África ocidental, mas hoje, devido ao aumento de interesse e da demanda pela iboga, emergem problemas relacionados a questões ligadas à sua sustentabilidade e ao respeito às práticas culturais africanas. Embora a ibogaína esteja se popularizando, ainda há poucas pesquisas e informações sobre a distribuição, abundância das espécies e o status de sua conservação.

Para conversar sobre esse tema fascinante, vamos receber um trio de pesquisadores que estão entre os maiores especialistas sobre a ibogaína no Brasil: Bruno Ramos Gomes, Bruno Rasmussen Chaves, e André Brooking Negrão. Tudo com a apresentação de Lígia Duque Platero.

Abra sua mente! Vem com a gente!


Bruno Ramos Gomes

Psicólogo, mestre em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública-USP, e doutorando em Saúde Coletiva pela Unicamp, Brasil. Em seu mestrado pesquisou o uso da ayahuasca na recuperação de pessoas em situação de rua e usuários de drogas. Há 11 anos atende pacientes em tratamento com ibogaína e ayahuasca.

Bruno Rasmussen Chaves

Médico, formado e especializado em Clínica Médica e Gastroenterologia, pela Escola Paulista de Medicina, e trabalha com ibogaína há mais de 25 anos. Já acompanhou mais de dois mil tratamentos com esta substância e tem a firme intenção de ajudar com seu trabalho a regulamentar totalmente os tratamentos com ibogaína no Brasil. É co-fundador e ex-diretor da GITA, a Global Ibogaine Therapists Alliance e um dos autores do artigo “Treating drug dependence with the aid of ibogaine: a retrospective study”, publicado em 2014. Seu trabalho influenciou a regulamentação do uso hospitalar deste medicamento pelo CONED do Estado de São Paulo. Atualmente está envolvido com um novo protocolo clínico sobre os efeitos a longo prazo da ibogaína na dependência de crack e cocaína, incluindo estudos sobre seus riscos cardíacos e com outras pesquisas na área da medicina psicodélica, como o tratamento de TEPT com MDMA, assunto sobre o qual publicou recentemente pesquisa no Brazilian Journal of Psychiatry.

André Brooking Negrão

Psiquiatra e Doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Supervisor no Programa do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (GREA) no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Pesquisador principal do ensaio clínico duplo-cego de ibogaína e placebo para pessoas com transtornos pelo uso de crack/cocaína no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Apresentação: Lígia Duque Platero

Possui formação interdisciplinar em Antropologia, História e Estudos Latinoamericanos. Possui graduação em História (USP), mestrado em Estudos Latino-americanos (UNAM, México) e doutorado em Ciências Humanas, com ênfase em Antropologia (PPGSA/UFRJ). Suas principais áreas de interesse são mudanças culturais e transformações indígenas, plantas professoras, políticas culturais indígenas, diálogos interculturais entre o povo indígena Yawanawá (do Acre) e o Santo Daime, educação intercultural e educação escolar indígena. Atualmente realiza pós-doutorado no PPGJS (UFF), sobre adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em decorrência de conflitos relacionados a drogas.


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